9.28.2007

Reabilitação de casa de habitação na Figueira da Foz

O edifício nº7 da Rua Miguel Bombarda, datado do inicio do século XX, com um interessante núcleo quadrangular de 8,50 metros de frente, e 9 de profundidade, destaca-se pelas simpáticas proporções arquitectónicas ao nível da fachada e da compartimentação/organização interior. Valor arquitectónico que sobressai, na malha urbana envolvente, pela sua insólita cercea, rodeada por dois prédios de proporções desmesuradas, perante a unidade do bairro. Dentro deste contexto, se encontra o objecto de intervenção / reabilitação.
O edifício á data da nossa primeira visita, para levantamento de patologias, encontra-se em razoável estado de conservação.
A fachada do edifício apresenta algumas patologias preocupantes ao nível das alvenarias e dos elementos decorativos da fachada bem como da caixilharia. Pelo interior apercebemo-nos, que o edifício, primitivo tem uma organização lógica e coerente, o edifício inicialmente era uma casa de habitação uni familiar que se organizava em dois pisos com aproveitamento do desvão das águas furtadas. Nos meados do século XX ao núcleo primitivo é adossado um novo corpo marcando uma nova tipologia construtiva e arquitectónica. Este acrescento em profundidade para o interior do quarteirão, e ao não o ocupar de forma continua, criou espaços fechados e com pouca iluminação natural. A qualidade construtiva deste acrescento foi-se degradando, bem como a tipologia dos espaços criados. Desta forma este edifício não consegue ter uma metamorfose aos novos requisitos da habitação contemporânea. Os espaços interiores são de dimensões reduzidas, de pouca iluminação e de fraca funcionalidade ao nível das infra estruturas.
Este edifício tem uma nova realidade espacial, o quarteirão preenchido em profundidade, é agora também preenchido nas laterais em altura, pelos edifícios vizinhos. A privacidade interior é assim quebrada, e violada visualmente de cima para baixo.

Sistema construtivo

A proposta ao nível do sistema construtivo, segue a lógica da pré existência e do edifico a projectar. No edifício existente mantém-se a lógica construtiva. No edifício a projectar opta-se por uma técnica construtiva contemporânea.

Interior

Pelo interior o núcleo primitivo é restaurado, e pretende-se manter as técnicas construtivas, bem como os acabamentos, e caixilharias. As infra-estruturas que estão a vista vão ser retiradas da parede, o novo percurso das infra-estruturas passa a ser atrás dos tectos e no intervalo dos pavimentos. O mobiliário existente, também ele é mantido, de forma a não perdermos a imagem coerente deste edifício, de traça arte decorativa. O desvão da cobertura tem que ser reestruturada de forma a inserir uma unidade de instalações sanitárias, bem como, resolver os problemas de iluminação através da cobertura e os problemas de humidades e conforto térmico.
O novo edifício a projectar, adopta um sistema construtivo, contemporâneo.
Paredes – em alvenaria de betão armado, isoladas pelo interior, estanhadas e pintadas.
Pavimento – soalho de madeira de pinho nacional macho/fêmea.
Paredes da cozinha e i.s – chapa de aço quinada.
Laje de cobertura – laje maciça de betão armado, cobertura ajardinada, acessível.
Tectos – estanhados e pintura.
Caixilharia – madeira de pinho nacional.

Exterior

Os alçados exteriores respectivamente para a rua Miguel Bombarda e para o interior do quarteirão, a imagem do núcleo primitivo será mantida, sofrendo apenas obras de restauro, ao nível das cantarias, da caixilharia, dos painéis em azulejo, das argamassas, e da pintura original.

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9.26.2007

Escola de musica

Exponho de seguida alguns exemplos de soluções construtivas de uma academia de musica , um edificio muito complexo,ao nivel das inumeras infra-estruturas.